25 junho 2012

Revolta xiita na Barein

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O Bahrein abriga uma maioria xiita descontente com a dinastia sunita que governa o território desde o século XVII, com a mão de ferro.

Na esteira das revoltas na região, os xiitas fizeram grandes protestos pedindo democracia e o fim da discriminação.

O levante xiita no Barein, iniciado em fevereiro, provocou preocupação no governo dos Estados Unidos: ali está baseada a 5ª frota Naval dos EUA.

O reinado sinita da Arábia Saudita disputa a hegemonia regional com a teocracia xiita do Irã.

O rei reprimiu os protestos com ajuda militar da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos.Deze as de pessoas morreram, centanas foram presas e milhares de xiitas perderam o emprego.

O monumento da praça de Pérola, o palco central das manifestações, na capital Manama, foi destruído.

Em junho, a maior parte das tropas estrangeiras deixou o país.
A ordem foi restaurada, mas a raiz do problema persiste. O diálogo iniciado em julho é visto com ceticismo pelos xiitas, que não acreditam em mudanças no regime.

Os EUA anunciam menos tropas no Afeganistão

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Os Estados Unidos planejam começar a reduzir seu contingente no Afeganistão nos próximos meses. Atualmente, há mais de 100 mil soldados norte-americanos em território afegane. Segundo Obama, os 33 mil soldados enviados aos país a partir do fim de 2009 devem voltar para a casa até setembro de 2012 - 10 mil em 2011 e o resto em 2012.

Com a retirada, o contingente norte-americano no país ficaria com 68 mil soldados.

Obama justificou o anúncio afirmando que os Estados Unidos atingiram, em boa medida, seus objetivos no Afeganistão agora que a rede terrorista Al Qaeda está enfraquecida dos dois lados da fronteira ou seja, também no Paquistão. Mas isso não significa que o Afeganistão esteja perto de ser pacificado.

Quando Obama autorizou o incremento de 33 mil soldados (o "surge", que em inglês significa "aumento"), o Afeganistão enfrentava o ressurgimento da guerrilha islâmica, com destaque para o grupo fundamentalista islâmico Taliban.

De acordo com Sipri (instituto especializado no acompanhamento de conflitos), o número de ações dos rebeldes saltou de 2.388 em 2005 para 13 mil em 2009. Isso aconteceu porque o Taliban se reorganizou nas áreas tribais do noroeste do Paquistão, regiões fora do controle das forças de segurança paquistanesas.
22 junho 2012

Herança da repressão

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Mais de 25 anos após a ditadura,o país ainda busca consenso em relação à abertura dos arquivos da repressão e à investigação dos torturadores, o Brasil ainda está negociando com o seu passado, na tentativa de encontrar a melhor maneira de lidar com as sombras de um longo período de repressão, a ditadura militar (1964-1985).

Em 2011, 26 anos após o fim desse regime,duas propostas que se encontram no Congresso Nacional podem ajudar a jogar luz sobre esse período sombrio: a criação da Comissão da Verdade e o dim do sigilo eterno de documentos da época.

O passo incial nessa direção foi dado em 2009, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Palno Nacional dos Direitos Humanos (PNDH), um protocolo de intenções para orientar a criação de leis de proteção aos direitos humanos.

O plano trouxe a orientação de investigar, identificar e punir os torturadores daquele período, além de tratar de outros temas, com a legalização do aborto e a regulamentação do casamento civil entre homossexuais. Logo após sua publicação, porém, comandantes das forças Armadas expressaram descontentamento e teriam ameaçado renunciar ao cargo caso o presidente mantivesse a proposta de criação de uma Comissão geral da Verdade para esclarecer as torturas e os assasinatos realizados por agente do estado conta os opositores da ditadura.

Índios avançam em seus direitos

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Novas terras continuam a ser resgatadas e devolvidas ao indígenas brasileiros, cujas populações voltaram a crescer nas últimas décadas, após quatro séculos de diminuição, um novo conflito de terras entre índios e não índios destacou-se na Justiça em novembro de 2010, com o reconhecimento definitivo do direito de propriedade dos índios xavantes à terra Marãiwatsédé, em Mato Grosso, na Amazônia Legal, pelo Tribunal Regional Federal (TRF) no estado.

Para a Fundação Nacional do Índio (Funai) trata-se do mais significativo caso desde a retirada dos fazendeiros de reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir a posse definitiva e contínua das terras em favor de diferentes grupos indígenas da área, em março de 2009.

A Justiça considerou que os posseiros e proprietários não têm nenhum direito à terra Marãiwatsédé e decidiu que eles deverão deixar a área.Mas ao contrário do que ocorreu na Raposo Serra do Sol, em que a população não índia era pequena, neste caso há milhares de moradores a ser retirados.

Em junho, enquanto o governo deferal e a Funai estudavam formas de fazer a evacuação sem conflitos, o governo do estado procurava encontrar outra solução que não fosse a evacuação.

Queda no Desmatamento

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Estiam-se que cerca de 17% da cobertura vegetal nativa da Amazônia brasileira já tenha sido destruída, mas o ritmo da derrubada da amta está diminuindo.

Para o período 2009/2010, o governo deferal anunciou uma redução de 13,6% em realação ao período anterior. Segundo recorde consecutivo desde que a taxa começou a ser produzida pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1988.

Entre agosto de 2009 e julho de 2010, foi desmatada uma área de 6.451 mil quilômetros quadrados.

As principais causas da queda do desflorestamento são o aumento das operações de fiscalização e o uso de material alternativo, como PVC (plástico) e madeiras plantadas.

O estado do Pará, o maior produtor de madeira nacional, é o líder em desmatamento, seguido do estado de mato Grosso. Apesar da queda, o corte vem assumindo um novo formato: ele é cada vez maior em áreas menores de 50 hectares, 75% hje contra 30% em 2002.

As organizações ambientalistas alegam que, para acabar com o desmatamento não é suficiente apenas reprimir. Segundo elas, para inibir seu avanço, é preciso atacar as raízes do problema.

Na lista das proposições , está a criação de um modelo econômico para explorar a floresta capaz de competir com as atividades ilegais. Outra proposta é um plano para recuperar as áreas degradadas.

Al Bashir

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O Sudão é governado há 22 anos pelo general Omar al-Bashir, líder do golpe que depôs o primeiro-ministro eleito Sadiq al-Mahdi, em 1989.Nesse período, ele foi acusado de utilizar o aparato militar e milícias islâmicas para reprimir separatistas ao sul e tribos negras em Darfur.

Por causa da atuação do governo no conflito civil de Darfur, AL-BASHIR tem dois pedidos de prisão decretados pelo Tribunal Penal Internacional de haia, em 2009 e 2010, por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.

Em 1989, após o golpe, Al-Bashir declara estado de emergência e desmonta instituições democráticas do país- Parlamento e partidos políticos-, revoga a Constituição e inicia uma ditadura militar.

Em 1996, ele convoca eleições presidencial e parlamentares e se reelege. Três anos depois, o presidente dissolve novamente o Parlamento, numa reação à tentativa do presidente da Assembleia Nacional.

Al-turabi, de dar aos parlamentares o poder de destituir o presidente. Em 2000, Al-Bashir é reeleito, num pleito boicatado pela oposição, e, em 2010, são realizadas as primeiras eleições multipartidárias no Sudão em 24 anos.

Apesar de denúncias de irregularidade e de condução questionável do pleito, a vitória de Al-Bashir é reconhecida pelo comunidade internacional.

Petrodólares

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Nas últimas décadas, a economia Venezuela se baseia na exploração das resercas de petróleo.Dona da segunda maior reserva mundial de petróleo e integrante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Venezuela tem no "ouro negro" cerca de um terço do PIB e 90% de suas receitas com exportações.

Apesar da retórica anti-Estados Unidos de Chávez, a Venezuela depende das volumosas compras de petróleo feitas pelos norte-americanos.

Ano a no, porém, a quantia importada pelos Estados Unidos da Venezuela vem caindo: de 16,1% do total importado pelos norte-americanos em 1998, início da era Chávez, para 9,1% em 2009.

Chávez vemt entando diminuir essa dependência e busca achar novos países para exportar sua produção.

Em razão da queda do preço do petróleo no mercado internacional desde 2009, a Venezuela enfrenta sérios problemas econômicos.

A redução de receitas afeta diretamente os programas socias de Chávez. A queda atinge também as relações externas, que se apoiam na oferta de petróleo barato a países aliados.

Em abril de 2010, a Venezuela obteve um empréstimo de 20 bilhões de dólares da China, em troca de fornecimento de petróleo. O contrato é estratégico, porque no mercado chinês pode absorver parte do petróleo atualmente vendido aos EUA.


21 junho 2012

Ascensão de Chávez

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Hugo Chávez começou sua trajetória política em 1992, quando era coronel, e comandou uma tentaiva de golpe de Estado contra o então presidente Carlos Andrés Pérez.

O movimento foi derrotado, e seus líderes, presos. Contudo, o prestígio de Chávez passou a crescer, identificado como defensor da independência nacional e dos interesses dos pobres.

Solto em 1994, conseguiu se eleger presidente em 1998, com 56,2% dos votos. Ao tomar posse, encaminhou a adoção de uma nova Constituição, que reforçou os poderes do presidente, cujo mandato passou de cinco para seis anos, com direito a reeleição.

Com as mudanças, Chávez submeteu-se novamente a eleições em 2000, e recebeu 60% dos votos. O presidente adotou então uma política esquerda, entrando em choque com setores conservadores.

Iniciou-se uma disputa com a oposição, que, entre 2001 e 2002, uma tentativa frustada de golpe chegou a afastar das Forças Armadas e das camadas mais pobres da população e reconduziu ao poder.

A oposição então buscou milhões de assinanturas para reforçar a convocação de um referendo, em 2004, para decidir se o presidente deveria ou não continuar.

Depois de uma campanha acirrada, sua permanência foi aprovada por 59,3% dos eleitores.

Conflitos na Amazônia

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Mais da metade do território peruano está na AMAZÔNIA, e aproximadamente metade da área amazônica já foi destinada legalmente à exploração empresarial de pretróleo e gás natural.

No entanto, a prospecção desses recursos e a mineração enfrentam forte pressão de grupos ambientalistas e indígenas pelo risco de poluição, de comprometimento da biodiversidade e de ocupação das terras da população nativa.

Nos últimos anos, a disputa entre o governo e os índios se intesificou.

Em 2008, dois decretos presidenciais autorizavam empresas mineradoras e petrolíferas a comprar terras dos nativos e a explorar os recursos naturais da Amazônia.

Os decretos foram revogados pelo Congresso peruano em seguida, mas a tensão persistiu.

Uma nova e controversa legislação sobre a floresta voltou a provocar conflitos, e, em junho de 2009, 25 policiais e dez índios morreram em enfrentamentos na cidade de Bagua.

Em maio de 2010, o Congresso aprovou uma lei que obriga o Estado a submeter a consulta popular medidas que afetem o território e as tradições de comunidades nativas.

No mesmo mês, contudo, o governo anunciou a abertura de nova licitação para explorar pretróleo na região amazônica, numa área de 10 milhões de hectares.

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